REFLEXÃO NO SALMO 23 - PR. EDIVALDO ROCHA - 29/03/2020 MANHÃ
Mostrando postagens com marcador MENSAGEM BÍBLICA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MENSAGEM BÍBLICA. Mostrar todas as postagens
domingo, 7 de junho de 2020
segunda-feira, 31 de março de 2014
ENFIM, PODEREI SENTAR DEBAIXO DE UMA ÁRVORE SEM SENTIR MEDO
Pr. Edivaldo Rocha
“Certamente te ajuntarei todo, ó Jacó; por certo congregarei o restante
de Israel; eu os colocarei todos juntos, como ovelhas no curral, como rebanho
no meio do seu pasto; farão estrondo por causa da multidão dos homens. Aquele
que abre o caminho subirá diante deles; eles atravessarão, entrarão pela porta
e sairão por ela; e o rei irá adiante deles, e o SENHOR à sua frente [...] Nos
últimos dias acontecerá que o monte do templo do SENHOR será estabelecido como
o monte mais alto e se elevará sobre as montanhas, e os povos irão a ele.
Muitas nações irão e dirão: Vinde, subamos ao monte do SENHOR e ao templo do
Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, para que andemos nas suas
veredas; porque a lei sairá de Sião, e a palavra do SENHOR, de Jerusalém. Ele
julgará entre muitos povos e corrigirá nações poderosas e distantes; essas
converterão as suas espadas em relhas de arado e as suas lanças em podadeiras;
uma nação não levantará a espada contra outra nação e não aprenderão mais a
guerra. Mas cada um se assentará debaixo da sua videira e da sua figueira, e
ninguém os afugentará dali, porque o SENHOR dos Exércitos disse isso.” Mq
2:12-13 e 4:1-4.
Gosto
muito da versão bíblica em que diz acerca do verso quatro “e todo homem poderá sentar-se debaixo de sua figueira e debaixo de sua
videira e não sentirá mais medo”.
Quero
compartilhar com vocês, igreja e amigos que nos visitam, uma palavra que me
enche de esperança, pelo fato de saber que Deus cuida de seu povo.
O profeta Miqueias atuou em Israel na
mesma época do profeta Isaías. Muito do que vemos no livro do Profeta
messiânico, Isaías, vemos também no livro deste outro profeta. A primeira vez
que fui impactado por essa passagem que acabo de ler foi justamente quando
pesquisava o sermão proferido pelo pastor Martin Luther King jr., intitulado Eu tenho um sonho.
Ter
um sonho na época em Luther King proferiu o sermão que destaquei era uma coisa
para poucos. Naquela época as coisas estavam difíceis, mas mesmo assim aquele
pastor disse que mesmo contemplando tanta miséria, ele ainda tinha um sonho.
Ele continuou dizendo que quando a gente deixa de sonhar, a gente perde a
esperança e a esperança é o que faz a gente continuar sempre em frente, apesar
dos pesares (para
quem tem interesse, compartilho o link do texto < http://www.dhnet.org.br/desejos/sonhos/dream.htm> ).
Miqueias
pregou em uma época que rumores de invasão pairavam sobre o povo. As pessoas
estavam dispersas e ninguém se sentia seguro em áreas abertas. O medo parecia
tomar conta do cotidiano do povo de tal forma que muitos se sentiram perdidos
em sua própria terra.
O
medo é uma sensação curiosa. Geralmente essa sensação é ativada em situações de
grande perigo. Diante de algum perigo é comum alguns correrem e outros ficarem
totalmente imóveis. Lembro-mE que, certa
vez, em uma noite de fim de ano, eu e mais dois colegas estávamos sentados na
escadaria em frente às nossas casas. Na entrada da rua apareceu um homem
segurando algo que parecia uma arma. Prontamente ficamos em pé e na medida em
que o estranho subia, eu e outro colega nos afastamos alguns metros, enquanto o
outro amigo ficou bem em frente à sua casa, o local que estávamos inicialmente.
De repente, o estranho empunhou o que achávamos que era uma arma e foi então que
toquei no ombro do menino que estava comigo e gritei: CORRE!!! Rapidamente
adentrei na casa de uma visinha que ouviu meu grito e saia para ver o que
estava acontecendo e o menino que estava em frente à sua própria casa correu
para chamar o seu pai. Depois de alguns minutos, resolvi sair para ver se já havia
passado o perigo e descubro que o garoto para quem eu tinha dito para correr,
tinha ficado imóvel, paralisado no mesmo local. Ele travou no lugar onde
estava. O garoto que correu para dentro de sua casa passou tão rápido pelo
terraço que seu pai acabara de fazer o piso que nem uma marca do pé ficou. E o
que parecia ser uma arma na verdade era uma capanga (um tipo de carteira grande
para homens), e o estranho que vinha no escuro era o tio de um dos garotos.
Fora
essas situações inusitadas, há também situações de perigo real que levam as
pessoas a saltarem de prédios em chamas, reagirem assaltos, dentre outros. Há
também o medo oriundo não de situações de perigo como um incêndio, uma pessoa
armada, ou um animal raivoso, há medos
que surgem das situações que vivemos e passamos. Por exemplo, quando uma
empresa tem prejuízo em seu faturamento, os funcionários ficam com medo de
perder seus empregos; quando os filhos somem de casa, os pais sentem medo da
possibilidade de ver seus filhos envolvidos com traficantes; quando não
conseguimos mais dialogar dentro de casa, há um medo de perdemos nossas famílias;
quando as provações são pesadas, sentimos o medo de sermos tragados pelas
dificuldades.
Se
isso já não fosse demais, ainda temos que lidar com as ações impensadas,
resultadas do medo que muitas vezes sentimos.
O
medo de não conseguir arcar com as despesas do mês faz muitas pessoas
recorrerem a agiotas e empréstimos bancários sem fim. O medo se perder alguém
gera, em alguns casos, uma submissão doentia. O medo de lidar verdadeiramente
com os problemas leva a fuga que muitas vezes se aloja no vício do álcool e
outras drogas.
O medo pode gerar o pânico; o medo piora a
depressão; nos afasta do convívio com as pessoas; o medo causa até o desespero
– e isso não é nada mais nada menos ações extremistas causadas pela falta de
esperança. O medo mata o sonho.
Foi
por enxergar essas coisas no meio do povo de Israel que o profeta trouxe a
palavra do Senhor, dizendo: “Certamente
te ajuntarei todo, ó Jacó; por certo congregarei o restante de Israel; eu os colocarei todos juntos, como ovelhas
no curral, como rebanho no meio do seu pasto [...] entrarão pela porta e
sairão por ela; e o rei irá adiante deles, e o SENHOR à sua frente”.
Quantas vezes não percebemos as ovelhas
do Senhor dispersas, sem um rumo na vida; quantas vezes por medo de serem
rejeitadas ou acusadas não contemplamos pessoas se isolando e alimentando
frustrações; quantas vezes não vemos um irmão ou uma irmã que ao se sentir
abandonado (a) revela em seu olhar um medo alojado em seu coração.
São
nessas horas que precisamos olhar para Palavra de Deus e enxergar que quando
falta orientação, o próprio Deus se responsabiliza para ajuntar o seu povo
novamente. O desejo do Senhor é que todos sejam rebanho do seu pastoreio, que
todos sejam suas ovelhas. Para isso só é
necessário ouvirmos quando ele chamar.
E agora você tem aquela pergunta que não quer
calar: e os problemas se acabaram? As crises foram resolvidas? Os perigos foram
dissipados? A resposta é não! Na maioria dos casos os
problemas, as crises e os perigos continuarão onde sempre estiveram, mas com uma
grande diferença: a intervenção de Deus.
Há muita
gente pregando por aí que quando uma pessoa se converte, automaticamente, tudo
que é negativo em sua vida desaparece. Sabe o que acontece com uma pessoa que
dá crédito a uma mensagem como esta; com pouco tempo, o problemas batem à porta
e todas as crises emocionais que outrora haviam voltam com eles. É por essa
razão que há muita gente decepcionada com as igrejas de um modo geral.
Há muita
gente sendo enganada, porque na verdade Deus não disse que seria sombra e água fresca (lembram que na
última quarta-feira eu disse que isso não existia), o que Deus prometeu é que
estaria conosco em todo momento.
É nesse
ponto que temos uma grande diferença, descrita na outra parte do texto que
destacamos no início: “Ele julgará entre
muitos povos e corrigirá nações poderosas e distantes; essas converterão as
suas espadas em relhas de arado e as suas lanças em podadeiras; uma nação não
levantará a espada contra outra nação e não aprenderão mais a guerra. Mas cada um se assentará debaixo da sua
videira e da sua figueira, e ninguém os afugentará dali, porque o SENHOR
dos Exércitos disse isso.”
Sabe o
que este texto quer dizer? Que quando as pessoas buscarem a Deus, elas
transformaram as suas lanças em enxadas e os seus arcos em arados, ninguém se
levantará contra seu próximo e você poderá sentar-se debaixo de uma árvore e o
medo não te incomodará, porque você tem uma coisa que só os filhos de Deus têm:
paz de espírito. Às vezes é só isso que precisamos.
Há muitas pessoas que estão
procurando soluções mirabolantes para seus problemas. Há muitas pessoas que
para enfrentar os dissabores da vida basta ter muito dinheiro. Há pessoas que
procuram respostas para perguntas que elas não sabem nem ao certo se são
relevantes. O que essas pessoas, desconhecem é que quando temos a paz que Jesus
nos oferece, as coisas encontram sentido, porque a paz de Jesus fortalece o
nosso espírito e nos dá a certeza que Deus está conosco.
Meu querido amigo, eu não conheço o
seu coração, a sua vida, mas deixe-me fazer uma pergunta: você está se sentindo
em paz? Você tem esperança? A paz e a esperança estão em Jesus, você quer
experimentá-las? Diga sim, ao convite de Deus!
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
QUANDO AS LUTAS SÃO MAIORES QUE NOSSAS FORÇAS
*Pr. Edivaldo Rocha
Mesmo que muitos digam o contrário,
um milagre é uma coisa extraordinária. Hoje estamos vivendo dias em que as
pessoas dizem que veem milagres em qualquer esquina. Milagre é algo fora do
comum e acontece em situações extremas.
Há poucos relatos na Bíblia em que a
menção de muitos milagres foram realizados em pouco espaço de tempo. A primeira
menção destaca o momento em que Moisés atuava como líder do povo de Israel.
Desde as dez pragas até o fim de sua jornada no deserto, a vida de Moisés foi
marcada pela realização de milagres. Outra ocasião marca o período dos
ministérios de Elias e Eliseu. Após esses dois célebres profetas algo deste
tipo só foi visto no ministério de Jesus.
Nunca tantos milagres foram
realizados como no ministério de Jesus. O evangelista João narra que se cada um
deles fosse escrito, não haveria livros suficientes para registrá-los (Jo 21:25).
O trecho bíblico que lemos do
evangelho de Mateus é antecedido por um fato de falta de fé generalizado em
algumas cidades pelas quais Jesus passou. Do verso 20 ao verso 24 do evangelho
de Mateus há uma crítica dirigida a algumas cidades que não deram crédito aos
milagres que Jesus havia realizado. Jesus disse que se em outros lugares fosse
realizado o que nessas cidades foi realizado, vidas e mais vidas teriam sido
poupadas.
Jesus continua dizendo que os olhos
dessas pessoas estavam fechados para as coisas de Deus, mas havia pessoas que
não tinham seus olhos fechados para as maravilhas de Deus em favor da
humanidade. Jesus chamou essas pessoas de pequeninos. Literalmente, ele disse:
“Graças te dou, ó Pai, Senhor do
céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e eruditos, e as
revelaste aos pequeninos” Mt 11:25.
Os
eruditos e os sábios daquele tempo não conseguiam enxergar a glória de Deus por
conta de sua autossuficiência. Uma pessoa autossuficiente é aquela que vive
como se não precisasse de alguém ou de alguma coisa. Uma pessoa autossuficiente
tem a tendência de depositar a sua confiança em algo material, algo que ela
possa segurar em suas mãos. O autossuficiente tenta controlar a sua vida de tal
forma que nada lhe saia do controle.
Não quero
aqui que a igreja pense que advogo que devamos viver desordenadamente ou sem o
devido planejamento. O quero alertar,
nessa noite, é que por mais previsões e planejamentos que façamos, há coisas
que fogem do nosso controle. Nas instâncias públicas há uma expressão que se
encaixa bem nesse contexto. Quando algo não pode ser resolvido por um dado
profissional, geralmente, este profissional usa a expressão: “isso foge da
minha governabilidade”. O que isso quer dizer é que aquele dado assunto não
está dentro do alcance da sua competência profissional.
No plano
vivencial, também há coisas que fogem da nossa governabilidade e que geram uma
pergunta crucial: “o que fazer quando as lutas são maiores que as nossas forças?”
Antes de
responder essa pergunta, precisamos entender algumas coisas básicas acerca dos das
lutas e dos problemas:
1-
Há
problemas que resolvem se por conta própria e com o tempo. Esse é um tipo e
problema que quanto mais se mexe nele, maior ele fica. É como se esse problema
fosse nutrido com a nossa intervenção, então quanto mais atenção damos a ele,
maior ele se torna. Imagine uma pessoa que está sofrendo por conta da perda de
uma pessoa amada. Muitas vezes as palavras, o contato nada ajuda. Nesses casos
só o tempo dará o devido alento. Às vezes, algumas questões familiares também precisam
ser encaradas nessa perspectiva. Há conflitos que não podem ser abordados assim
que ocorrem, porque há muitas emoções que precisam ser reordenadas, mas com o
passar do tempo o furor, a angústia, a tristeza, a frustração já podem ser
trabalhadas e às vezes curam-se sozinhas – contudo, não podemos achar que todo
problema se resolve por conta própria. Há problemas que precisarão ser
discutidos e afinados o quanto antes, a fim de evitarmos as famosas bolas de neve.
2-
Há
outros problemas com os quais lidamos todos os dias. Imprevistos e enfermidades
moderadas, uma conta que extrapolou o nosso orçamento, etc. Para esse tipo de
problema, basta refletirmos acerca da melhor maneira de contorná-lo que
rapidamente se resolve. O cuidado que precisamos ter com um problema desse
nível é não super estimá-lo. Muitas pessoas se desesperam diante de qualquer
probleminha que acontece. A expressão fazer
tempestade com um copo de água se encaixa bem para uma pessoa como essa; eu costumava brincar com essas pessoas
dizendo que o rio de lágrimas que elas choravam era mais fundo que os demais.
Se “um rio de lágrimas” já é um exagero imagine um mais fundo ainda.
3-
Há
aqueles problemas mais graves que precisarão da ajuda de outros indivíduos para
ajudar a solucionar. Esse tipo de problema tira o sono, afeta o nosso emocional
e compromete a rotina que estabelecemos para nós. Porém, por mais que seja grave, uma coisa é certa
com esse tipo de problema: conseguimos dar conta. Eles ainda estão dentro da
nossa governabilidade e por mais difícil que seja, mesmo que nos custe muitos
cabelos brancos, ainda damos conta deles.
4-
Antes
de passar para o outro nível/tipo de problema quero dizer que até agora o que
estou apresentando é apenas uma ilustração, portanto, vocês não precisam
concordar ao pé da letra com as definições que ofereci até agora. Talvez alguém
já esteja resmungando consigo mesmo dizendo que só há dois tipos de problemas:
os ruins e os piores. Esse nivelamento que coloquei até agora é bem relativo e
caberá a você decidir como internalizar ou reformular essa informação. Contudo
quero chamar a atenção de vocês para um outro nível de problema (o qual é de
fato o motivo de nossa reflexão): aqueles problemas que estão além de nossas
forças.
1Co 10:13 diz: “Não veio sobre vós nenhuma
tentação que não fosse humana. Mas Deus é fiel e não deixará que sejais
tentados além do que podeis resistir. Pelo contrário, juntamente com a tentação
providenciará uma saída, para que a possais suportar”. E de fato, Deus não dará nada
além de suas forças, pois o que for além de suas forças é com ele e não com
você.
E aqui nós temos um problema
vivenciado por muitos cristãos modernos: tentar resolver o que é da alçada de
Deus. O brasileiro é por natureza um tipo de pessoa que aprendeu a se virar
sozinho desde criança. Às vezes, internalizamos aquela expressão que diz cada um por si e Deus por todos e nos
esquecemos do salmista que diz, “se não
fosse o Senhor que estivesse ao nosso lado, Israel que o diga”.
O que esse tipo de comportamento
revela é uma postura independente do cristão para com seu Deus. A Palavra do
Senhor alerta que se nos achegarmos a Deus, ele se achegará a nós, mas mesmo
assim, há muita gente que está preferindo agir isoladamente como se não
houvesse alguém para lutar conosco as nossas batalhas.
Infelizmente, inúmeros cristãos
pararam de recorrer a Deus só pela vaidade de dizer que conquistou o que tem
por esforço próprio.
Meus queridos, há coisas, há
situações, há problemas que estão dentro da nossa governabilidade. Esses estão
dentro daquele limite daquilo que podemos suportar. Mas há um outro nível de
problema que está na governabilidade de Deus.
Talvez você queira perguntar uma
coisa nesse momento: “se está na governabilidade de Deus, por que ele não
resolve logo?”. Permita-me responder por que Deus não resolve, de imediato esse
tipo de questão: porque nós mesmos estamos atrapalhando o agir de Deus com o
nosso ego do tamanho de um elefante.
É claro que isso não se aplica a
todo crente com um problema maior que a sua capacidade de suportar. Muitos
ainda têm problemas desse nível para resolver pelo fato de não ter buscado o
socorro de Deus. De um lado temos gente que não quer a ajuda de Deus e outros
que não sabem com obtê-la.
Permitam-me fazer uma pergunta
bem pessoal a você nesta noite: há algo que está te deixando cansado,
frustrado, triste que você não consegue ou não sabe como resolver? Avalie
comigo nesse momento: não será que esse não é um desses problemas da
governabilidade de Deus?
Nós corremos tanto para dar
contas dos prazos, das contas, das cobranças que nos são impostas; lutamos
tanto para conquistar algo para nossas vidas; ficamos tão envolvidos com os
dilemas que nos sobrevêm que quando nos damos conta estamos paralisados e sem
alternativas. Sabe o motivo de isso acontecer, porque estamos cansados de lutar
e não ver resultados; estamos sobrecarregados com tantas
demandas que não sabemos o que fazer.
São nessas horas que precisamos
olhar para a Bíblia e enxergar o que Jesus carinhosamente nos fala: ele diz “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados,
e eu vos aliviarei. 29 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, que sou
manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. 30 Porque o
meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”.
Aprenda uma coisa nessa noite:
quando a luta ou o problema for maior que suas forças, não há outra opção a não
ser correr para os braços de Jesus.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
A ESPERANÇA NÃO MORRE
A ESPERANÇA NÃO MORRE
*Pr. Edivaldo Rocha
“O mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia, se manifestou aos seus santos; aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, CRISTO EM VÓS, A ESPERANÇA DA GLÓRIA” (Cl 1:26-27)
É comum ouvirmos que a Esperança é a última que morre. Na verdade a Esperança não morre, pois Jesus é a Esperança. Mesmo assim não é difícil perceber que muitas pessoas vivem desesperançadas, como se não houvesse solução para os problemas da vida. Parece contraditório dizer que a Esperança não morre e ao mesmo tempo muitas pessoas vivem sem Esperança. Na verdade só parece contraditório, porque é bem lógico isso que estou colocando: se como filhos de Deus, acreditamos que Jesus é a única Esperança, logo quanto mais distante as pessoas estiverem de Jesus, mais distantes também estarão da Esperança.
Ansiedade, angústia, desespero, medo são sentimentos que ninguém gosta de sentir. Esses sentimentos machucam a alma, eles roubam o brilho dos nossos olhos e muitas vezes nos tiram a alegria de viver. Houve um momento na história do povo de Israel em que o desespero havia tomado conta da nação. Fome, miséria, morte assolavam o povo. O profeta com os olhos em lágrimas reuniu um pouco de forças que ainda lhe restava e clamou dizendo:
“Levanta-te, clama de noite no princípio das vigílias; derrama como água, o coração perante o Senhor; levanta a ele as mãos, pela vida dos teus filhinhos, que desfalecem de fome à entrada de todas as ruas. Vê, ó Senhor, e considera a quem fizeste assim! Hão de as mulheres comer o fruto de si mesmas, as crianças do seu carinho? Ou se matará no santuário do Senhor o sacerdote e o profeta?” (Lm 2:19-20).
Poucas cenas na Bíblia são tão lamentáveis como essa. Profetas e sacerdotes sendo assassinados dentro do santuário e pessoas sendo obrigadas à prática do canibalismo. A nação estava desenganada, Israel estava no fundo do poço, mas corajosamente o profeta Jeremias disse em seu coração “quero trazer à memória o que me pode dar esperança” (Lm 3:21).
Mesmo passando pelo que passou, Jeremias optou por ter Esperança em Deus. Ele sabia que embora as circunstâncias dissessem o contrário, Deus traria um renovo para seu povo. Jeremias ainda não conhecia a Jesus, isso ainda lhe era um mistério. Mas ele acreditava que se mantivesse a chama da Esperança viva em seu coração, o quadro mudaria.
O que estava oculto no passado, o que era um mistério para Jeremias foi revelado na pessoa de Jesus. E o apóstolo Paulo destacou que:
“O mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia, se manifestou aos seus santos; aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, CRISTO EM VÓS, A ESPERANÇA DA GLÓRIA” (Cl 1:26-27)
Caros amigos e irmãos, essa passagem nos revela que quando Cristo se faz presente em nossas vidas, a Esperança está sempre viva em nossos corações.
Quando nos aproximamos de Cristo, conseguimos cortar a montanha do desespero; soterramos os vales da angústia; quando estamos em Cristo, nós arrebentamos as prisões da solidão e o medo e desarmamos todo desengano apontado para nós.
Quando Cristo se faz presente em nossas vidas, Deus envia anjos para montar guarda à nossa volta (Sl 91:11); ele nos livra do laço do enganador (Sl 91:3); ele nos protege da flecha que voa de dia e do medo que espreita à noite (Sl 91:5).
Quando estamos com Cristo, mantemos inabalável a nossa fé e com essa fé vencemos o gigante, chamado Desanimo.
Em Cristo nós resistimos, nós permanecemos em pé e continuamos a nossa caminhada na certeza que a Esperança é Jesus.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
REENCONTRANDO O CAMINHO
REENCONTRANDO O CAMINHO
Pr. Edivaldo Rocha
O mês de fevereiro está sendo dedicado à oração. E hoje damos início uma série de mensagens que terão como tema central A Prática da Oração.
Talvez alguns considerem um exagero dedicar um mês inteiro a esse tema e se questionem acerca do porquê disso? O apóstolo Paulo, 1ª Ts 5:17, recomenda que oremos sem cessar. Ele faz essa recomendação, porque a oração é um meio de se obter a graça de Deus. E não só isso, a oração é um canal de comunicação que temos com o Senhor. Se oramos continuamente, mantemos também uma comunicação constante Deus. Porque o crente que não se comunica com seu Deus corre o risco de se perder no meio do caminho. E é sobre esse assunto que gostaria de conversar com vocês nesta ocasião.
Todos nós sabemos que a vida nos mostra diversos caminhos. O crente é aquele que um dia escolheu a Jesus – que “é o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14:6). Quando escolhemos esse caminho, assumimos um compromisso de manter comunicação constante com Deus através da oração.Como exemplo disso, podemos lançar mão do chamado de Abrão. Deus disse a Abrão: “Saia da sua terra, do meio dos seus parentes, e vá para uma terra que eu lhe mostrarei” (Gn 12:1). A partir desse momento Abrão manteve uma comunicação contínua com Deus. Pois Abrão sabia que se quebrasse o canal de comunicação com Deus – através da oração – ele não chegaria a lugar nenhum. Sabem por quê? Porque Deus era quem guiava os passos de Abrão. Dia a dia, Deus dizia para onde Abrão deveria seguir.
O exemplo desse patriarca me fez pensar de quantas pessoas um dia não disseram com convicção que queriam seguir a Jesus, mas por não se dedicarem a prática da oração ficaram perdidos no meio do caminho.
Quando aos poucos vamos abandonando a prática da oração, aos poucos também vamos perdendo a noção de direção. As igrejas estão lotadas de pessoas que estão perdidas no caminho, por não manterem uma vida de oração contínua.
Antes de continuar quero chamar a atenção de vocês para duas coisas: quando eu falo que as pessoas estão perdidas, eu não quero dizer que eles estão condenados ao inferno, mas que estão sem orientação na vida – são pessoas que dão dois passos para frente e cinco para trás pelo fato de não compreender quais são as coordenadas de Deus para suas vidas. A outra coisa diz respeito à oração – quando falo que essas pessoas que estão perdidas não mantêm uma vida de oração não me refiro aos momentos de oração na igreja, e sim do dia-a-dia. Na igreja, nós oramos por situações gerais, por alguém que está enfermo ou desempregado, pelos candidatos do concurso, por determinados irmãos em especial, para que Deus derrame suas bênçãos sobre seu povo, etc. Mas há coisas que Deus não revelará para mim, porque são coisas pessoais suas, se trata de orientações que ele que dar para você e por mais que ele possa usar o pastor Edivaldo, o Pastor João Marques ou outro servo de Deus, não será a mesma coisa que dizer a você mesmo. E para que isso aconteça na vida do crente, ele precisa obedecer ao que Jesus disse: “quando vocês forem orar, entra no teu quarto e ora a teu pai que está em secreto” ( Mt 6:6).
Há duas passagens bíblicas que gostaria de destacar hoje. A primeira encontra-se no Salmo 90:12 que diz:
“Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria”
Desde o final do ano passado que essa passagem bíblica vem tocando o meu coração. Não sei se porque 2012 vem se revelando como um ano cheio de desafios e aprender com a nossa história é algo imprescindível para obtenção do sucesso; ou porque Deus está nos preparando para um outro nível de relacionamento com ele.
O Salmo 90 é uma oração que Moisés dirige a Deus. O Salmo tem seu início marcado pelo contraste entre a efemeridade da vida humana e a eternidade divina. Diante da visão eterna de Deus nossa visão fosse incapaz de orientar o nosso caminho.
Deus prometeu tirar o povo do Egito e guiá-lo à Terra prometida. No meio do caminho o povo se perdeu. Perdeu-se porque quebrou a comunicação com Deus. Achou que poderia continuar a caminhada sem a orientação divina. O resultado disso foi peregrinar por quarenta anos sem saber para onde estava indo.Quando nós quebramos a comunicação com Deus, perdemos as coordenadas que garantem uma caminhada segura à Terra Prometida.
Quando Moisés e o povo não aguentavam mais caminhar sem direção. Moisés, então, ora e pede ao Senhor que o ensine a contar os seus dias. Moisés contínua e diz ao Senhor:
“Volta-te, Senhor! Até quando? Tem compaixão dos teus servos. Sacia-nos de manhã com a tua benignidade, para que cantemos de júbilo e nos alegremos todos os nossos dias. Alegra-nos por tantos dias quantos nos tens afligido, por tantos anos quantos suportamos a adversidade. Aos teus servos apareçam as tuas obras, e a seus filhos, a tua glória. Seja sobre nós a graça do Senhor, nosso Deus; confirma sobre nós as obras das nossas mãos, sim, confirma a obra das nossas mãos” (Sl 90:13-17 ARA).
Através da oração, o povo reencontrou o caminho da Terra de Canaã. Isso nos faz pensar sobre a importância da oração na vida de quem se encontra perdido, pois a oração restabelece a conexão com Deus e a partir daí reencontramos o caminho de nossas vidas.
A outra passagem encontra-se no Salmo 23
“O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso; refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam. Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda. Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre.”
Esse salmo também é uma oração. Primeiro, o salmista reconhece que em Deus, ele não tem falta de nada. Em seguida ele pede ao Senhor que oriente o seu caminho por trilhas amenas junto a águas de descanso; que o guie por caminhos justos e mesmo que no trajeto haja vales escuros de morte, que o Senhor o conduza para fora desses locais com seu cajado de Bom Pastor. O salmista sabe que se Deus o guiar, ele alcançará misericórdia e terá a certeza de habitar nas moradas de Deus eternamente. E com o Salmo 23, concluímos que a oração nos mantém no caminho certo. E mesmo que as adversidades no sobrevenham, temos a certeza que serão passageiras. Já o Salmo 90 fala da importância da oração para aqueles que perderam o rumo, para aqueles que um dia se perderam no caminho e hoje não encontram direção para suas vidas. Esse Salmo fala que pela oração podemos reencontrar o caminho, na medida em que restabelecemos o canal de comunicação com Deus.
domingo, 29 de janeiro de 2012
ANIVERSÁRIO DE 15 ANOS DA UBACI
UMA NOVA HISTÓRIA
UM NOVO TEMPO
(Aniversário de 15 Anos da UBACI)
*Pr. Edivaldo Rocha
“Bendirei o Senhor Todo tempo! Os meus lábios sempre o louvarão” (Sl 34:1 NVI)
No dia em que a irmã Clécia e eu nos sentamos com os adolescentes para planejar esse dia, lembro-me de ter perguntado o que esse dia estaria representando na vida dessa união de adolescentes. Cada um se expressou e eles concluíram que se tratava de uma comemoração pelas vitórias alcançadas. Mas não isso, eles argumentaram também que não foi fácil chegar até aqui. Perguntei também o que eles queriam que ficasse dessa comemoração para que ela não fosse apenas um momento de festividade, mas também um momento de reflexão e eles expressaram que queriam uma UBACI diferente, mais ativa, que a partir dessa data algumas coisas pudessem ser bem diferentes. E dentre os muitos temas elencados havia um que se encaixava mais com o que a UBACI queria lembrar e viver. Então escolheram o tema “UMA NOVA HISTÓRIA, UM NOVO TEMPO”.
Quando pensei nesse tema conclui que há dois momentos a serem considerados, pois se a UBACI deseja uma história nova e um tempo novo, há também que considerar uma história passada e um tempo passado.
Em uma igreja, vivemos de histórias passadas e de histórias que estão se desenrolando no presente e isso gera um conflito de gerações, pois quem viveu a adolescência há 30, 40, 50 e 60 anos vai ter como referência de adolescer uma época diferente desta, e não poderia ser diferente. Cada um vive as mais diversas fases da vida a seu modo e por mais que precisemos nos orientar no presente por alguma referência, nós vivemos um outro tempo, com novas tendências em relação às gerações passadas nós estamos fazendo uma nova história.
Entender que estamos vivendo um novo tempo é entender também que algumas coisas também são diferentes. Há algumas décadas, as pessoas usavam o cabelo Black-Power ou com Brilhantina, hoje os cortes de cabelo parecem serem “feitos no facão”; as calças eram boca-de-sino, hoje, são Slim e Skinny; antes as pessoas iam a festivais, clubes, praças, hoje, os adolescentes não saem da Internet.
O fato é: quer gostemos ou não, nós vivemos um novo tempo e com isso construímos também uma nova história. Mas há uma coisa a considerar nesse novo tempo e na construção dessa nova história: que marca nós deixaremos? Esse novo tempo será marcado com quais atitudes? A nova história será marcada com quais valores?
Eu não me refiro à moda que muda a todo tempo. Daqui a pouco nós voltaremos a usar brilhantina ou um outro produto similar, pois o BlackPower já voltou à moda. Na verdade eu me refiro àquelas atitudes que não condizem com o comportamento cristão. Será que nesse novo tempo elas estarão presentes em nossas vidas? E quanto aos valores? Será que essa nova história que estamos construindo será marcada com os valores de um verdadeiro cristão?
Semana passada nós participamos de um congresso que tinha por tema “Geração de Samuel”. Samuel foi um homem que viveu há três mil anos (na mesma época do salmista Davi), mas será que os valores que ele defendia estão ultrapassados? Será que a postura de um homem de Deus daquela época não serve como modelo para os dias de hoje?
Meus queridos leitores, a Bíblia não fala de modismos, e sim de valores eternos confeccionados no coração do próprio Deus. Então não importa em que tempo nós vivemos; as virtudes divinas devem marcar a nossa história.
Hoje nós vivemos uma nova realidade cheia de inovações tecnológicas; somos bombardeados por novas informações a todo instante; vivemos em um mundo em que as pessoas dizem “que tudo é relativo”. O que elas não sabem, ou fingem não saber é que os valores de Deus não são relativos, pelo contrário, são absolutos.
Nesse novo tempo precisamos marcar a nossa nova história com a marca de Deus que se revela na honestidade, na pureza, na oração, na leitura das Escrituras, em uma vida de santidade e devoção, no compromisso com a obra do Senhor; nossa nova história precisa ser marcada pelo amor, pelo perdão, pela tolerância, pela fé, pela bondade, pela paciência, pelo domínio próprio, pela mansidão.
Porque no final das contas, nós estamos aqui construindo uma nova história para bendizer o nome do Senhor. Quando nós entendemos essas coisas, entenderemos também a divisa que escolhemos para este dia. Pois o Salmista Davi decretou que bendiria o Senhor o tempo todo: seja esse tempo passado, presente ou um novo tempo.
Que a nossa nova história e nosso novo tempo sejam marcados pelo louvor ao nosso Deus. Amém!
Assinar:
Postagens (Atom)